quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Un hommage à Gustavo Barroso (1888-1959)

A. A. Pires

Depuis la mort il y a presque cinquante ans de l’un des plus grands représentants du nationalisme brésilien – Gustavus Barroso – il y a eu un grand vide dans notre culture, qui s’est aujourd’hui remplie de pornographie, de violence et de mensonges. L’Académie des Lettres brésilienne a perdu l’un de ses principaux intellectuels, dont la place a été occupée par des écrivains stupides comme Paulo Coelho [1] et Zelia Gattaï [2] … le Brésil a tellement perdu avec la mort de Barroso.

Si un intellectuel comme Barroso est aujourd’hui oublié, c’est à cause de son appui au Mouvement intégraliste brésilien et en tant qu’adversaire des « ennemis du Brésil ».

Gustavus Dodt Barroso était né dans la ville de Fortaleza, Etat de Ceara, Brésil, en 1888. Son père était un Brésilien qui était toujours en étroit contact avec l’élite intellectuelle et artistique de notre pays. Sa mère, d’origine allemande, n’imagina jamais qu’un jour le « petit Gustavus » deviendrait une icône nationale.

La carrière variée de Barroso le vit avocat, directeur de périodiques, dessinateur, illustrateur, romaniste, poète, maître de folklore brésilien, essayiste, traducteur, diplomate, juriste, professeur.

Il occupa des postes officiels dans de nombreux corps nationaux et étatiques, incluant ceux de Secrétaire de l’Intérieur et de la Justice pour Ceara (1914), Représentant pour Ceara (1915-1918), secrétaire de la délégation brésilienne à la Conférence de paix du Venezuela (1918-1919), superviseur des écoles du District (1919-1922), directeur du Musée Historique National (à partir de 1922), représentant de la Commission Internationale des Monuments Historiques à la Ligue des Nations.

Il occupa divers postes à l’Académie des Lettres brésilienne, y compris ceux de premier secrétaire et de secrétaire général (1923-1959) et fut président de l’Académie pendant deux mandats. Il fut aussi membre de diverses sociétés érudites outre-mer, incluant l’Académie portugaise d’Histoire et l’Académie des Sciences de Lisbonne.

Pionnier de l’étude de la culture régionale brésilienne, Barroso fut l’une des trois personnes désignées pour coordonner les études du folklore brésilien. Il publia en français Mythes, contes et légendes des Indiens du Brésil (1933). Son premier livre Terra do Sol (terre du soleil) fut consacré aux habitants de son Etat natal de Ceara.

Son quasi demi-siècle d’écriture résulta en 150 livres approximativement.

INTEGRALISME

En 1932, Plinio Salgado [1895-1975] (lui-même éminent écrivain) publia un manifeste à la nation brésilienne. Ensuite fut créée la Acao Integralista Brasileira (Action intégraliste brésilienne) pour s’opposer aux buts coloniaux du capitalisme international.

Salgado rencontra Barroso lors d’une conférence en 1933. Avec Miguel Reale, ces trois hommes devinrent les grands représentants du mouvement nationaliste brésilien, qui attira presque deux millions de partisans.

Pendant cette époque Barroso écrivit de nombreux livres exposant la doctrine de l’intégralisme, incluant [en portugais] L’Intégralisme en marche ; L’Esprit du 20ème siècle ; Quatrième Empire, Brésil : colonie des banquiers ; Judaïsme, maçonnerie et communisme ; La synagogue de Sao Paulo ; et Corporatisme, christianisme et communisme. A cause de ces livres, Barroso fut considéré comme « antisémite ».

Cependant, le mouvement étant fortement basé sur le christianisme, Salgado répondait à ces allégations que « personne ne peut parler contre la race de la mère de Jésus ».

Barroso écrivit dans son livre Judaïsme, maçonnerie et communisme (1937) :

« Parmi nous l’antisémitisme ne peut pas venir d’un sentiment raciste. Ce qui se passe en réalité dans le monde, miné par le terrorisme, est du racisme juif …Nous ne pouvons pas accepter que des étrangers totalement séparés de notre vie nationale, stratifiés dans des colonies israéliennes [sic], influencent les destinées de la nation, perturbent l’évolution politique, le rythme de l’économie et l’ordre public. Dominant la presse et la propagande, fanfaronnant quand ils ne peuvent pas donner des ordres, interférant dans la vie financière, dans le marché et dans l’industrie, ils ne s’assimilent pas et ne s’identifient pas aux intérêts nationaux, ne se préoccupant que d’eux-mêmes. »

Comprend-on pourquoi le nom de Gustavo Barroso a disparu des bibliothèques et de notre histoire ? Ses livres fournissent eux-mêmes la réponse.

Barroso mourut en décembre 1959. Mais loin des librairies et des écoles, son esprit vit dans chaque nationaliste, dans chaque Brésilien respectueux : ANAUE! [3]


NOTES

[1] Auteur de best-sellers.
[2] Nouvelliste et épouse du regretté Jorge Amado, écrivain et fervent communiste.
[3] Anaue : « tu es mon frère », expression indigène et salut intégraliste.


Article publié dans la revue néo-zélandaise « Western Destiny », numéro 35, mai 2004.


domingo, 26 de janeiro de 2014

Integralismo – nazismo – fascismo

Gustavo Barroso
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Ao internacionalismo individualista do século passado, quer permita a hipertrofia do indivíduo isolado ou em grupos com o capitalismo, quer dissolva o indivíduo na massa, deixando-lhe somente os interesses individuais, com o bolchevismo, sucede o universalismo personalista das doutrinas denominadas fascistas, as quais, na essência, respeitam a liberdade e a dignidade da pessoa humana, e se universalizam pelo seu espiritualismo. (...).

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De todos os movimentos de caráter fascista, e assim os denominamos por falta de expressão mais apropriada para a sua generalidade, o Integralismo Brasileiro é o que contém maior dose de espiritualidade e um corpo de doutrina mais perfeito, indo desde a concepção do mundo e do homem à formação dos grupos naturais e à solução dos grandes problemas materiais. Surgindo depois de Mussolini e de Hitler, ele afirma mais fortemente o primado do espírito e mais alto se eleva, doutrinariamente, para as verdades Eternas que cintilam na aurora dos novos tempos.

O Integralismo defende os princípios básicos da civilização cristã ocidental. Como esses princípios fundamentam todos ou quase todos os chamados fascismos, naturalmente com eles se cruza o Integralismo aqui e ali. Os ignorantes em questões filosóficas e sociais ou os de má fé poderão confundi-los. Os que os estudam e conhecem sabem que há diferenças essenciais no modo de considerar as questões, as quais se refletem, na prática, no modo de resolvê-las.

Tomemos como exemplo o Integralismo, o Fascismo Italiano e o Nazismo Alemão. Os três têm os seguintes pontos de contato: No terreno espiritual, são reações do espiritualismo contra o materialismo, do nacionalismo contra o internacionalismo, do idealismo cristão contra o naturalismo judaico puritano. No terreno econômico, são reações da produção contra a especulação, da propriedade contra o capitalismo absorvente. No terreno social, são reações contra as doutrinas unilaterais dos séculos XVIII e XIX, liberalismo e comunismo. No terreno moral, são reações do nobre sentido de trabalho honesto e sacrifício do cristianismo contra o sentido do gozo material e do utilitarismo sem honra da burguesia judaizada e paganizante.

Todos três condenam as forças ocultas que dominam o Estado, querem o Corporativismo, mantêm o direito de propriedade, afirmam a soberania econômica, adotam a economia de plano, defendem a pátria, garantem a família, detestam a usura e organizam as hierarquias.

Separam-nos, no entanto, diferenças profundas. O Fascismo se enraíza na gloriosa tradição do Império Romano e sua concepção do Estado é cesariana, anticristã. O estado nazista é também pagão e se baseia na pureza da raça ariana, no exclusivismo racial. Apoiado neste, combate os judeus. O Estado Integralista é profundamente cristão, Estado forte, não cesarianamente, mas cristãmente, pela autoridade moral de que está revestido e porque é composto de homens fortes. Alicerça-se na tradição da unidade da pátria e do espírito de brasilidade. Combate os judeus, porque combate os racismos, os exclusivismos raciais, e os judeus são os mais irredutíveis racistas do mundo.

No fundo, o Fascismo, entroncando-se na tradição romana, reveste-se dum caráter cesáreo e pagão. Cultua o super-homem nietzschiano, que é a pianta uomo de Alfieri, prendendo-se à hipertrofia dos grandes tipos do Renascimento. Do mesmo modo, o Nazismo, estatuído sobre a tradição racial nórdica, toma um feitio nitidamente odínico. Rende preito à força bárbara de invasão dos godos antigos. O Integralismo traz em si o idealismo de três raças: o sonho das tribos andejas dos tupis em busca duma terra feliz, o sonho da libertação dos escravos arrancados aos sertões longínquos, o sonho de glória e riqueza dos conquistadores e bandeirantes audazes. A benção do jesuíta uniu todos debaixo da mesma cruz. Dos Guararapes ao Aquidabã, o sangue de todos os uniu no mesmo destino. O seu culto é a cruz que juntou as três raças e os três sonhos.

O Estado Corporativo Brasileiro é uma verdadeira democracia orgânica, pois resulta dos sufrágios dos sindicatos, federações e corporações. A base do Estado reside na Família. Das Famílias nasce o Município. E os Sindicatos se organizam nos Municípios. A organização vem debaixo para cima, nasce do próprio povo.

O Estado Corporativo italiano já não é assim. O impulso parte de cima. É o governo quem tudo organiza até o âmbito familiar, de onde o movimento organizador volta novamente ao Estado, como um reflexo. O mesmo se dá mais ou menos no Estado Corporativo nazista.

As corporações na Itália e na Alemanha refletem o Estado; no Brasil, produzem o Estado.

Estudando-se bem as três doutrinas, verificar-se-á que o Integralismo está num ponto em que não pode se aproximar do Fascismo e do Nazismo sem perda de expressão; mas em que ambos podem evoluir até ele.

(Transcrito das págs. 13 até 18 de “O Integralismo e o Mundo” – 1ª edição – Rio de Janeiro - Civilização Brasileira – 1936 – 290 págs.)


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Comunismo e INTEGRALISMO

Gustavo Barroso

I

1.° O comunismo destrói a Família para que o indivíduo isolado e sem responsabilidades próprias se torne um instrumento nas mãos do Estado, única entidade que lhe pode impor deveres. Bastando-lhe tratar de si, suas necessidades e suas aspirações serão limitadas.

2.° O Comunismo destrói as Religiões, que denomina ópio dos povos para que, sem fé, o homem se subordine tão somente a seus instintos, perdendo a liberdade moral e escravizando-se ao ateísmo do Estado, que é o pior dos fanatismos.

3.° O Comunismo destrói a Propriedade e passa toda a Propriedade para o Estado que se torna o único capitalista e o único patrão, a fim de mais ainda oprimir o trabalhador; pois se no regime capitalista, com inúmeros patrões, a opressão é forte, será incomparável, com um único patrão discricionário e sem personalidade humana.

4.° O comunismo destrói as Pátrias, tornando todos os países colônias subordinadas aos interesses duma minoria de especialistas financeiros. (...), garantidos no poder pelos Exércitos Vermelhos, enquanto os trabalhadores do mundo inteiro não passarão de escravos.

5.° O Comunismo destrói todas as manifestações superiores da Inteligência, porque tudo reduz aos interesses materiais, subordinando as artes à propaganda política.

6.° O Comunismo destrói todas as forças morais e intelectuais, porque as deixa de fora do Estado, como faz o liberalismo, de modo que elas se desenvolvem sem disciplina e orientação, produzindo crises e ele é obrigado a esmagá-las para não perecer. Torna-se, assim, a maior das tiranias.

II

1.º O Integralismo mantém a Família, porque o homem precisa de afetos, ama o seu sangue e, na hora da dor, encontra nos entes queridos um consolo que nenhum governo pode dar.

2.º O Integralismo mantém as Religiões, sem sectarismo, e afirma Deus, porque não quer acabar com a liberdade moral do homem e deixá-lo presa tão só dos instintos, transformado em fera.

3.º O Integralismo mantém a Propriedade, porque todos trabalham não só para comer, mas também com o fito de possuir alguma coisa. O Integralismo defende a Propriedade, tanto contra o roubo habilidoso dos grandes capitalistas quanto contra o roubo a mão armada dos tiranos comunistas.

4.º O Integralismo mantém as Pátrias, porque elas são realidade que a diversidade dos climas, das línguas, das tradições, dos costumes e das aspirações indica, como também são necessárias ao governo do mundo.

5.º O Integralismo mantém e estimula todas as manifestações superiores da Inteligência, porque nem só de pão vive o homem e suas aspirações artísticas devem ser norteadas como grandes realidades humanas.

6.º O Integralismo mantém sob o domínio da Inteligência e da Moral todas as forças nacionais, fiscalizando-as e dirigindo-as, a fim de evitar lutas estéreis e injustiças, na medida das possibilidades humanas, garantindo a liberdade a todos. Liberdade, não licença.


(Gustavo Barroso – “O que o Integralista deve saber” – 2ª edição – Rio de Janeiro – Civilização Brasileira – págs. 85, 86 e 87)

FONTE: http://integralismo.blogspot.com.br/2008/02/comunismo-e-integralismo_25.html 

domingo, 15 de dezembro de 2013

A MAÇONARIA

As Forças Ocultas
I – A maçonaria
Gustavo Barroso

Demos o primeiro lugar, entre essas forças ocultas, à maçonaria por ser a mais antiga, tanto no mundo como no Brasil. Não esqueçamos seu relevante papel ao tempo de Dom Pedro I, o grão mestre Guatimozin, nem sua ação, às vezes visível, em todos os grandes acontecimentos da nossa história. As ligações entre a maçonaria e o judaísmo têm sido provadas à saciedade inúmeras vezes por grande número de autores. Seus símbolos, passes, palavras, títulos são todos judaicos. Seus grandes orientadores, judeus. Ela é internacional como o judaísmo, o capitalismo e o comunismo. É um Grande Oriente e não um Grande Ocidente...

Por uma circular constante do “Boletim do Grande Oriente do Brasil” de junho de 1935, o Soberano Grão Mestre declara que, em tese, “a maçonaria não faz política de partidos; é instituição que está acima dos partidos”. Essa circular declarava-se simpática à Aliança Nacional Libertadora. Outra condenava o Integralismo. Entretanto, um parecer do Sr. Artur Murat do Pilar, membro do Sacro Colégio e chanceler da Ordem do Grande Oriente do Brasil, opinou a 23 de Setembro de 1935 que não havia razão para a maçonaria condenar o Integralismo como subversivo, porquanto lealmente reconhecia que no manifesto Integralista, “apreciado no seu conjunto, não há uma declaração positiva que autorize a segurança da citada afirmação”.

Há nesse parecer trechos que merecem ser citados: “A comissão também não pode aceitar a extensão que se quer dar aos bons costumes exigidos pela maçonaria para a iniciação de qualquer profano, ligando-os estreitamente à noção de ordem pública. Sua pátria restringe-se à vida doméstica e à atividade do maçon...”.

Vê-se pela própria declaração por escrito da maçonaria, oficialmente, que ela não admite a ideia de pátria no maçon. Com a sua vida secreta, destrói a pátria, pois que a do maçon é a sua atividade maçônica. O Integralismo vive e age às claras. O Integralismo constrói uma pátria. É impossível, pois, qualquer aliança ou ligação entre ele e a maçonaria. A ausência de pátria implica no internacionalismo, que é eminentemente judaico e se exprime na forma capitalista e na forma comunista, quer no âmbito público, quer no âmbito maçônico. O Integralismo, sendo contra qualquer internacionalismo que dissolva as pátrias é contrário à maçonaria.

Além disso, é forçoso convir que ninguém se reúne secretamente, com cuidados de toda a sorte, para fazer coisa boa. O que é bom se faz em público, claramente. Muito maçon há que ainda não percebeu a verdade do que existe oculto por trás das primeiras camadas que são as únicas que lhe deixam ver. Um dia rasgar-se-á o véu do templo e recuará horrorizado.

A maçonaria contraria hoje o sentido, o espírito do século XX com o ridículo romantismo do seu ritual secreto. Isso não seduz mais as mentes da mocidade. Ela quer luz, amplidão, as grandes massas em formatura, as esquadrilhas de aviação rosnando no azul, as florestas de braços verdes que se erguem e abaixam, os gritos bárbaros que ecoam no espaço ensolado, a força duma nação moça ostentando-se à luz do dia.

Nenhum moço quer mais saber de templos ou cavernas forradas de negro ou de vermelho, de tíbias cruzadas e de caveiras, de esqueletos no fundo de alcovas ou de bodes pretos satânicos, de embuçados e de punhais, de testamentos filosóficos e de juramentos terríveis.

O século XX é um século arejado, de janelas abertas e sem teia de aranhas.

A maçonaria brasileira, segundo o capítulo XIII da “Constituição”, inserta no “Código Maçônico”, mantêm representantes junto às Potências Maçônicas Estrangeiras e delas recebe representantes. É, pois, um Estado secreto em ligação, pelo menos diplomática, com outros Estados que a si mesmos se denominam potências. Se si abrir o “Regulamento Geral”, também inserto no aludido código, veremos pelo capítulo I que a maçonaria tem quatro poderes: legislativo, judiciário, litúrgico e executivo. Um Estado no Estado.

A afirmação de que a maçonaria não é política, não se mete na política, não procede. Seus próprios documentos a desmentem e provam que é eminentemente política. Leiamo-los: “Convent du Grand-Orient”, 1929, pág. 48: “Quando um maçon é recebido numa loja, presta juramento: si é deputado, é responsável perante seus eleitores, mas também o é perante nós”. Idem, 1888, págs. 529-530: “Organizamos no seio dos parlamentos verdadeiros sindicatos de maçons”. Idem, 1923, pág. 365: “Os parlamentares maçons, que são de certo modo emanação da ordem, devem, durante o mandato, continuar tributários dela... Sua grande obrigação é jamais esquecer os princípios maçônicos que permitiram sua carreira política e nunca deixar de prestar contas às suas lojas”. Idem, 1922, pág. 362: “Deve se sentir a maçonaria em toda a parte; não se deve descobri-la em parte alguma”.

Que é isso senão política e política não em prol dos interesses nacionais, porém dos interesses maçônicos?

A falecida “A Manhã”, no seu número de 14 de Novembro, salvo engano, publicou com estrondo a notícia da “deflagração de formidável combate ao fascismo brasileiro” pelos militares-maçons de Curitiba. Ora, o mais curioso foi terem alguns oficiais do exército assinado um telegrama notório a esse respeito, destinado ao deputado Plínio Tourinho, sem que o sr. Ministro da Guerra houvesse tomado a menor providência contra eles.

O general João Gomes declarou em documento público que vestir uma camisa verde era “vilipendio” e prendeu o coronel Newton Braga, porque com essa camisa fez uma conferência pública sobre a viagem do “Jahú”. Entretanto, s. ex. não proíbe seus oficiais de usarem secretamente o avental e as faixas da maçonaria. No Integralismo, tudo é público, até o juramento que o Chefe suspendeu para os militares. Na maçonaria, tudo é secreto, inclusive o “testamento filosófico” e o juramento. Maiores razões teria o sr. ministro, se fosse justo, de impedir a entrada de seus comandados numa associação de caráter secreto e suspeito, do que num partido político que age às claras.

Além disso, o Integralismo é todo brasileiro, não tem a menor ligação com instituições ou organizações de fora do país enquanto que a maçonaria, apesar de suas negativas, é internacional, como o comunismo, o judaísmo, estando unida aos Grandes Orientes do oco do mundo... Tanto assim que um fascista ou um nazista, vindo ao Rio, nada tem com o Integralismo e nem serão incluídos nos seus quadros; mas um maçon inglês ou chinês será recebido em qualquer loja “brasileira” e desde que “se regularize” funcionará nela, com o mesmo direito que os brasileiros.

Dizem os ignorantes que a maçonaria nada mais vale, e os cegos que ela não passa duma simples instituição de caridade. Instituição de caridade secreta, não é? Em verdade, a maçonaria é, simplesmente, como diz um amigo meu, a “fábrica de judeus artificiais”.

A maçonaria ajuda seus membros a arranjarem empregos, fama e fortuna. O que uns obtêm duramente, pelo seu esforço constante e mérito próprio, os maçons conseguem à custa do auxílio mútuo dos “irmãos”, em detrimento dos que não são “irmãos”, dos “profanos”. Como de há muito, segundo estudos e documentos conhecidíssimos, a maçonaria esteja sob o domínio do judaísmo internacional, o maçon não passa, às vezes, sem se aperceber, dum escravo dos judeus.

O judeu-judeu, o legítimo, age fora dos países, para comprá-los, escravizá-los, o maçon-judeu artificial age dentro de cada pátria, vendendo-a, auxiliando o trabalho da escravização. Isso dá lugar a inúmeros crimes que se ocultam sob o biombo das três palavras mágicas: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

A própria maçonaria se encarrega de desmenti-las. Peado pelos seus juramentos de obediência cega e pelo segredo, o maçon é o ente menos livre deste mundo. Escalonados em graus hierárquicos, não há a menor igualdade entre eles na escala do mando, dos conhecimentos, das honrarias e dos segredos. A sua fraternidade é falsa, porque existe somente entre si, entre os irmãos, não alcançando os profanos. Toda fraternidade que não seja sem limites, universal, não é fraternidade, passa a ser “coterie” e produz efeitos contrários aos da verdadeira fraternidade.

Pelo covenant de setembro de 1934, do Grande Oriente de França, como resultado do parecer sobre a tese A – “Estudos das doutrinas fascistas e dos meios de combatê-las”, a maçonaria resolveu bater-se pela “dissolução das organizações armadas”. Vimos o que fez nesse sentido no Brasil e estamos vendo o que está fazendo em França. Maçonaria e fascismo são inimigos natos.

Pela maçonaria, o judaísmo controla em vários países a distribuição de empregos públicos, de modo a influir na marcha da administração. Sua influência nos exércitos pode ser medida por aquele doloroso e vergonhoso ”affaire des fiches”, que fez com que, em pleno parlamento, o deputado Syveton, destinado a ser morto pela maçonaria, esbofeteasse o ministro da guerra, general André.

Como as influências judaicas, diretamente ou indiretamente, governam o mundo, agindo melhor naqueles que não acreditam nelas e julgam essa história de judaísmo invenção louca de Hitler ou conto “á dormir debout”, aí temos a diferença de tratamento pelo ministro da Guerra a oficiais maçons e integralistas: aqueles podem continuar a prestar seu juramento secreto e a vestir o avental da acácia, porque o fazem ocultamente; estes não devem jurar em público, nem vestir a camisa verde na rua, à luz do sol ou em recintos em que todos podem entrar.

Escondido, com senhas, contrassenhas, palavras de passe, linguagem figurada e sinais ocultos de reconhecimento, o militar não sofre vilipendio, embora se transforme num “judeu artificial”. Às claras, erguendo o braço, bradando anauê, ostentando a camisa verde e pregando a defesa da pátria com suas instituições e tradições, sim, estará vilipendiado.

Em verdade, vivemos numa época de tanta confusão que, para muitos, um avental vale mais do que uma camisa...

(Gustavo Barroso. Espírito do Século XX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1936, 290 páginas; transcrito das páginas. 63 até 72.)


O que pensava Miguel Reale sobre Gustavo Barroso

Miguel Reale
“...era um companheiro admirável. Alto, de porte marcial, parecia ter nascido para comandante da milícia, a cujos desfiles assistia com olhos saudosos dos heróis que cultuara em suas pesquisas históricas, ostentando no peito as condecorações que o envaideciam. Quando, porém, se tinha a fortuna de conhecê-lo na intimidade, o que deparávamos diante de nós era um homem simples e afável, com muito do recato da vida sertaneja. Nas longas viagens pelo ITA, contava-nos eles casos e mais casos do Nordeste ou da Guanabara, com uma verve espontânea e aliciante, assim como gostava de referir-se aos estudos históricos que haviam desfeito falsas glórias das armas argentinas ou uruguaias, nas guerras platinas, restituindo valores devidos ao exército brasileiro. De um patriotismo exemplar, entrara para o Integralismo seduzido pelo ideal nacionalista, assim como pelo amor que dedicava aos valores da ordem e da hierarquia na luta contra o comunismo, que ele inseria no quadro de um combate universal à "conspiração judaica". Como me opunha a alguma de suas ideias, chamava-me de "judeuzinho", mas, no fundo, era um sentimental, incapaz de compartilhar com as futuras atrocidades de Hitler contra o povo israelita”.

REALE, Miguel. Memórias: Destinos Cruzados. São Paulo: Saraiva, 1987. Pág. 99.

O INTEGRALISMO

Gustavo Barroso

Gustavo Barroso

O Integralismo não é um partido político, nem de modo algum deve ser confundido com qualquer partido político. Os partidos representam interesses parciais dum grupo de eleitores organizados à sombra dum programa destinado à duração dos mandatos daqueles que elege. O Integralismo põe o interesse da Nação acima de todos os interesses parciais ou partidários e se guia por uma doutrina, não por umprograma.

Programa é um projeto ou resolução daquilo que se pretende fazer em um tempo determinado. Doutrina é um conjunto de princípios filosóficos, morais e científicos no qual se baseia um sistema político por tempo indeterminado. A diferença é essencial. Uma doutrina dá origem à incalculável número de programas. Um programa não produz nenhuma doutrina.

- Se não é partido, que é, então, o Integralismo? – perguntarão todos quantos se viciaram em compreender a política como simples jogo e manejo de partidos.

O Integralismo é uma Ação Social, um Movimento de Renovação Nacional em todos os pontos e em todos os sentidos. Prega uma doutrina de renovação política, econômica, financeira, cultural e moral. Prega essa doutrina, completa-a e a amplifica constantemente com seus estudos, e prepara os homens capazes de executar as medidas dela decorrentes. Abrange, nos seus postulados, indagações e finalidades, todas as atividades nacionais. Bate-se, não por um programa partidário regional ou local, - autonomista, evolucionista, constitucionalista, partido republicano mineiro, partido republicano paulista, partido democrático, etc.; mas pela construção duma Grande Pátria dentro duma doutrina que contenha princípios definidos desde as concepções do Mundo e do Homem até às dos fatores materiais econômicos.

Isto é uma Política, da qual decorre uma administração. Os partidos somente são capazes de chegar até um programa de administração. O Integralismo constrói uma Doutrina Política, em consequência da qual poderá formular inúmeros programas de administração.

Por isso, o Integralismo não compreende e não quer o Brasil partido, dividido: dum lado, o povo alistado em dezenas e mesmo centenas departidos, votando em milhares de legendas que subpartem os partidos, sempre contrário ao governo, como se este fosse seu pior inimigo; dum lado, o povo iludido pelos politiqueiros, contrapondo-se ao Estado que o esfola com os impostos; do outro, esse Estado manobrado pelo partido que dele se apoderou por meio do voto, oscilando ao sabor das forças paralelas a ele – corrilhos eleitorais ou financeiros, etc., tornado meio de satisfazer apetites, quando deve ser um fim para satisfazer o bem público; mas compreende e quer o Brasil - Unido, isto é, o Brasil - Integral, com o Estado e a Nação confundidos num todo indissolúvel.

O Estado não deve ser somente o governo, a administração dum país. A Nação não deve ser somente a comunidade dos indivíduos unidos pela origem, pela raça, pela língua ou pela religião sob o mesmo regime político. A Nação e o Estado devem integrar-se num corpo só, na mesma associação de interesses e de sentimentos, confundindo-se na mesma identidade e para os mesmo fins.

Na Doutrina Integralista, a Pátria Brasileira deve ser uma síntese do Estado e da Nação, organizada sobre a base corporativa. A sociedade humana não vale somente pelo que apresenta aos nossos olhos; vale muito mais ainda pelo que nela existe e não conseguimos ver, isto é, as forças ocultas do seu Passado e do seu Espírito. Os homens prendem-se ao Passado através de seus ascendentes, cujas características essenciais herdam, cujas conquistas morais, intelectuais, técnicas e materiais lhes são transmitidas como um verdadeiro patrimônio. Essa herança é a civilização e nela as gerações que se sucedem são solidárias.

Compostas de homens, as Nações ligam-se ao passado pelas suas tradições de toda a espécie. Enraizada nelas é que a Pátria Brasileira deve florescer no Presente para frutificar no Futuro.

O regime corporativo une os sindicatos de trabalhadores, de técnicos e de patrões, coordena seus esforços e transforma-os de organismos políticos de luta em organismos políticos, sociais, econômicos, morais, educativos, de equilíbrio e de cooperação.

A fim de realizar o que pretende, o Integralismo não apela, como os extremistas, para a brusca subversão da ordem social e conseqüente inversão de todos os seus valores, para os atos de banditismo, vandalismo ou terrorismo, para bombas de dinamite e atentados pessoais, para sabotagens e greves que ainda mais precária tornam a situação do pobre operário; mas para o valor do próprio homem, sua dignidade de ser pensante, suas virtudes patrióticas, suas reservas morais, sua tradição religiosa e familiar, seu amor pelo Brasil, sua crença em Deus!

Querendo a grandeza da Pátria Brasileira, o Integralismo por ela se bate em todos os sentidos. Essa grandeza somente pode alicerçar-se na alma das massas trabalhadoras de todo o país, libertadas ao mesmo tempo da exploração econômica do capitalismo sem pátria e da exploração política dos caçadores de votos ou dos extremistas fingidos, que falam em nome de operários e camponeses sem serem nem operários, nem camponeses.

Pelo Integralismo, a grandeza da Pátria Brasileira se fará pela renúncia dos interesses pessoais em favor dos interesses nacionais, a pureza dos costumes públicos e privados, a simplicidade da vida, a modéstia do proceder, a integridade da família, o respeito à tradição, a garantia do trabalho, o direito de propriedade com seus deveres correlatos, o governo com autoridade moral e mental, a unidade intangível da Nação e as supremas aspirações do espírito humano.

Integralismo quer dizer soma, reunião, integralização de esforços, de sentimentos, de pensamentos, ao mesmo tempo de interesses e de ideais. Não pode ser um simples partido. É coisa muito mais elevada. É um movimento, uma ação, uma atitude, um despertar de consciências, um sentido novo da vida, a marcha de um povo que desperta!

Batendo-se pela felicidade do Brasil dentro das linhas de seus grandes destinos, condicionadas pelas suas realidades de toda a ordem, o Integralismo quer que o pensamento dos brasileiros não se divida e enfraqueça na confusão de doutrinas ou programas; quer que se una e some ao influxo de uma mesma doutrina político-social. Porque essa base doutrinária é imprescindível para a construção do ESTADO INTEGRAL BRASILEIRO, ESTADO HERÓICO pela sua capacidade de reação e de sacrifício, ESTADO FORTE pela sua coesão, sem fermentos desagregadores dentro de si, no qual, como fator indispensável de independência, se tenha processado a emancipação econômica e, como condição principal da unidade da Nação, tenham desaparecido as fronteiras interestaduais.

Para a realização de tão grande obra política, econômica e social, o Integralismo tem de combater sem tréguas e sem piedade toda a repelente imoralidade do atual regime de fraudes, enganos, corrupção e promessas vãs, bem como todo o materialismo dissolvente da barbárie comunista que alguns loucos apontam como salvação para nosso país. O atual regime pseudo-liberal e pseudodemocrático é um espelho da decadência a que chegou o liberalismo, que procurou dividir a nação com regionalismos e separatismos estreitos, implantando ódios entre irmãos, atirados às trincheiras da guerra civil; com partidos políticos transitórios que sobrepõem as ambições pessoais aos mais altos interesses da Pátria e pescam votos, favorecendo os eleitores com um imediatismo inconsciente, em que tudo concedem ou vendem, contanto que atinjam as posições.

Esse regime fraco e vergonhoso escravizou o nosso Brasil, o pouco capital dos brasileiros e o trabalho das nossas populações abandonadas ao banqueiro internacional por um criminoso sistema de pesados, aladroados e sucessivos empréstimos externos, cuja funesta e primeira consequência é o esfolamento pelos impostos.

O comunismo que agitadores estrangeiros, aliados a brasileiros vendidos ou inconscientes, inimigos da Pátria, nos prometem, quer a destruição das pátrias, da propriedade e da família, a proletarização das massas e a materialização do homem em todos os sentidos. Tirando ao indivíduo suas crenças e tradições, sua vida espiritual e sua esperança em Deus, sua família – que é sua projeção no Tempo -, e sua propriedade – que é sua projeção no Espaço -, arranca-lhe as forças de reação, todos os seus sentimentos, deixa somente a fera humana e prepara-o, assim, para definitiva escravização ao capitalismo internacional disfarçado em capitalismo de Estado.

O Povo Brasileiro debate-se em verdadeira angústia econômica e anseia por novo padrão de vida; debate-se numa completa desorganização de sua existência pública e almeja nova forma de justiça social; debate-se em formidável anarquia de valores e na incultura geral, e precisa formar sem detença homens escolhidos que possam resolver os grandes e graves problemas da Nação.

Urge a transferência completa do Brasil para salvá-lo, novo conceito de vida, novo regime, novo quadro de valores. Essa transformação completa, integral da Sociedade Brasileira fatalmente terá de ser o resultado duma transformação completa, integral da Alma Brasileira no sentido do rigoroso cumprimento de todos os deveres para com a Família, para com a Pátria e para com Deus.

A lição de Jacques Maritain manda a Razão submeter-se a Deus, que é Espírito, e à Ordem Espiritual por Ele instituída.

Só uma Revolução Moral pode produzir uma grande, digna e benéfica Revolução Social. Porque esta é projeção daquela. Por isso, a Doutrina Integralista afirma que a primeira revolução do Integralismo é a Revolução Interior.

(Transcrito das págs. 9 até 16 de “O que o Integralista deve saber”. 1ª edição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1935, 214 págs.)


sábado, 14 de dezembro de 2013

GUSTAVO BARROSO


Sérgio de Vasconcellos

Em Outubro de 1932, Plínio Salgado fundou o Integralismo. Nos meses subsequentes, centenas de Núcleos Integralistas surgiram por todo o País. Em fins de 1932, Ovídio Gouvêa da Cunha, um jovem estudante de Sociologia, ouvindo falar em Integralismo, dirige-se a São Paulo, e lá, encontra-se com Plínio Salgado e M. Reale, dividindo a mesma mesa, numa modesta sala na Av. Brigadeiro Luis Antônio Nº 12, a primeira Sede Nacional da A.I.B. O próprio Plínio Salgado fornece-lhe alguns exemplares do Manifesto de Outubro. Voltando ao Rio, Ovídio Cunha – que aderira ao Sigma -, encontra-se com Gustavo Barroso e entrega-lhe um dos Manifestos, que recebera das mãos do Chefe Nacional. Esse foi o primeiro contato do Autor de “Terra do Sol” com a Doutrina Integralista.

Ovídio Cunha

Prosseguindo em sua tarefa Revolucionária, Plínio Salgado vem ao Rio, em 1933, e pronuncia uma série de Conferências Doutrinárias no Salão da Associação dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro. Ao final de uma delas - em que demonstrava como a Filosofia Integralista conciliava o livre arbítrio, o determinismo e o providencialismo -, um homem dirige-se a Plínio Salgado e pede simplesmente um distintivo, o Chefe retirou o que usava na lapela e presenteou o desconhecido. Tratava-se de Gustavo Barroso, e esse foi o seu segundo e decisivo contato com o Integralismo.

Gustavo Barroso, Joaquim de Araújo Lima, Plínio Salgado, Manoel Ferraz Hasslocher e Raimundo Barbosa Lima (Matinas de Abril, no Rio de Janeiro).

Ainda nesse ano de 1933, Plínio Salgado lança os dois primeiros livros Integralistas – “Psicologia da Revolução” e “O que é o Integralismo” -, e parte junto com Thiers Martins Moreira, Capitão Aristófanes do Vale e Hermes Barcelos, na Primeira Bandeira Integralista, que singrou diversos Estados, chegando até o Ceará, de onde iniciou o retorno ao Rio de Janeiro. Em Vitória, Capital do Espírito Santo, Plínio Salgado encontra-se novamente com Barroso – que publicara “O Integralismo em Marcha”, o terceiro livro Integralista – e com Madeira de Freitas - médico afamado e escritor muito conhecido sob o pseudônimo de Mendes Fradique -, um dos principais articuladores do Movimento no Rio de Janeiro.

O ingresso de Gustavo Barroso na Ação Integralista Brasileira causara grande impacto na opinião pública, pois, Barroso era figura de projeção nacional e internacional. Fundador do Museu Histórico Nacional, Presidente da Academia Brasileira de Letras, ex-Deputado Federal, Folclorista, Historiador, Museólogo, Romancista, Contista, enfim, um homem brilhante, inteligentíssimo, com vasta produção literária em vários campos do conhecimento, só superado por Coelho Neto em quantidade de livros editados. No Integralismo foi Chefe da Milícia, e com a extinção desta, Secretário Nacional de Educação (Moral, Cívica e Física) da A.I.B. Escreveu os seguintes Livros Integralistas: “O Integralismo em Marcha”, “A Palavra e o Pensamento Integralista”, “O Integralismo de Norte a Sul”, “Brasil – Colônia de Banqueiros”, “História Militar do Brasil”, “Integralismo e Catolicismo”, “Espírito do Século XX”, “O que o Integralista deve saber”, “O Quarto Império”, “Comunismo, Cristianismo e Corporativismo” e outros. A leitura, não apenas de suas Obras Integralistas, mas de todos os seus Livros, é recomendável a todos os Brasileiros, particularmente, aos Integralistas, pois, neles se aprende Brasil.